terça-feira, 30 de maio de 2017

Tipos de Narrador (Com exemplos) (Português - Ensino Fundamental)

Disciplina: Português

Tema: Tipos de Narrador

Objetivos:
Diferenciar os tipos de narrador: narrador-personagem, narrador-observador e narrador-onisciente;
Reconhecer em textos literários os elementos que ajudam a identificar o tipo de narrador.

Metodologia:

Através da análise de textos, os alunos serão instruídos a como reconhecer os elementos do tipo de narrador.

Narrador-personagem: o narrador participa da história diretamente como personagem. Os verbos são conjugados na primeira pessoa, e a narração é parcial, ou seja, carregada com a visão-de-mundo e emoção do narrador.

Narrador-observador: o narrador conta a história do lado de fora. Ele conhece todos os fatos, mas não participa da história. Conta a história na terceira pessoa, e é imparcial, ou seja, se mantém neutro em relação aos fatos e personagens.

Narrador-onisciente: Também conta a história na terceira pessoa, porém, em alguns momentos, pode narrar na primeira pessoa. Diferentemente do narrador-observador, ele conhece não só os fatos ocorridos, mas também o íntimo dos personagens, como emoções, pensamentos e intenções.

Como forma de exercitar a habilidade em reconhecer os elementos na narrativa, será solicitado que os alunos identifiquem a pessoa verbal predominante nos textos apresentados. Os alunos deverão circular os verbos, identificar características do narrador e comentar sobre o tipo de narrador de cada um dos textos apresentados.




1º Texto:
"A mãe recomenda a Chapeuzinho que tome muito cuidado. Não converse com estranhos e vá direitinho, sem desviar do caminho certo, pois há muitos perigos na floresta.
Ainda muito inocente e cheia de imaginação, a menina não segue as recomendações da mãe e, ao atravessar a floresta, fica encantada e atraída pela beleza do mundo à sua volta. Colhendo algumas flores e correndo atrás das borboletas, acaba distraindo-se e toma o caminho mais curto e também o mais perigoso aonde é vista por um lobo, conhecido como Lobo Mau.
Era tudo o que o Lobo Mau precisava! Ardiloso, malicioso e consciente da inocência da menina indefesa, coloca-se no caminho de Chapeuzinho e provoca um diálogo amigável que a deixa confiante a ponto de ensinar-lhe o caminho mais rápido até a vovózinha."

2º Texto:
"No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez."
Felicidade Clandestina (Clarice Lispector)

3º Texto:
"Os primeiros raios de sol, brandos como um leve toque, anunciam um novo dia de uma preguiçosa segunda-feira. Maria acorda, ingere algum pão e café, despede-se da família e se põe a caminhar em direção ao ponto de ônibus. Não tão longe dela, José executa as mesmas ações, porém, não se sabe se desperdiçou os mesmos momentos de adeus."
O dia que virou um dia (Diógenes D’arce C. de Lima)

Avaliação:
A avaliação ocorrerá através do reconhecimento do tipo de narrador em textos.

Recursos didáticos:
Lousa, livro didático e cópias dos textos.

Referências:
Texto 1: Chapéuzinho Vermelho
Texto 2: Felicidade Clandestina (Clarice Lispector)
Texto 3: O dia que virou um dia (Diógenes D’arce C. de Lima)


Sinta-se à vontade para adaptar este plano à sua sala de aula!